O montante que queres analisar — poupança, salário, pensão.
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Média histórica UE: 2–3%. Portugal 2024: ~2,3%.
anos
Horizonte temporal da análise.
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Deixa em 0 para ver só o impacto da inflação. Adiciona o retorno do teu investimento para comparar.
💸 Impacto da inflação
Valor actual
Valor nominal daqui a 10 anos
Poder de compra real (a preços de hoje)
Valor perdido à inflação
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O poder de compra real é o que o teu dinheiro consegue comprar a preços de hoje. A inflação não destrói o número na conta — destrói o que ele compra.

A taxa de inflação histórica da zona euro foi de 2–3% ao ano. Entre 2021 e 2023 atingiu picos de 8–10%. O valor de 2,5% é uma estimativa conservadora de longo prazo.

Resultado em tempo real
Poder de compra perdido
do valor original erodido pela inflação
Valor hoje
Valor real futuro
Inflação / ano
Horizonte
Detalhes
Valor nominal no futuro
Perdido à inflação (€)
Como funciona

A matemática da inflação

A inflação composta funciona como os juros compostos — mas ao contrário. Cada ano, o teu dinheiro perde uma fatia do seu poder de compra, e essa perda aplica-se sobre o valor já reduzido.

Poder de compra real

P = V ÷ (1 + i)n
PPoder de compra real — o que o dinheiro compra a preços de hoje
VValor nominal (o número na conta)
iTaxa de inflação anual (ex: 0.025 para 2,5%)
nNúmero de anos
Valores actuais do cálculo
Valor (V)
Inflação (i)
Real (P)

Taxa de juro real

Quando tens um investimento com retorno, o que importa não é o retorno nominal — é o retorno real, depois de descontar a inflação.

rji
(fórmula exacta de Fisher: r = (1+j)/(1+i) − 1)

Um depósito a prazo a 2% com inflação de 2,5% tem retorno real negativo de −0,5%. Estás a perder poder de compra mesmo com juros.

A regra simples: se o teu retorno não superar a inflação, o dinheiro está a encolher em termos reais.

Regra dos 70

Uma aproximação rápida para perceber em quantos anos o poder de compra cai para metade:

Anos para perder metade ≈ 70 ÷ i (%)

Com 2,5% de inflação: 70 ÷ 2,5 = 28 anos. O teu dinheiro perde metade do poder de compra em 28 anos sem crescer.

Com 7% de inflação (pico 2022): 70 ÷ 7 = 10 anos.

Limitações e notas

A taxa de inflação é uma média de um cabaz de bens e serviços (IHPC em Portugal). A tua inflação pessoal pode ser diferente — depende do teu padrão de consumo.

Habitação, saúde e educação tendem a inflacionar mais rápido que a média. Electrónica e vestuário tendem a inflacionar menos.

Os valores calculados são nominais e assumem taxas constantes. Na realidade, a inflação varia ano a ano. Use como orientação, não como previsão exacta.

O que é a inflação e porque importa para as tuas finanças

A inflação é o aumento generalizado dos preços ao longo do tempo. Significa que o mesmo montante de dinheiro compra menos bens e serviços no futuro do que compra hoje. Esta erosão do poder de compra é silenciosa — o número na tua conta não muda, mas o que ele consegue comprar diminui.

Em Portugal, a taxa de inflação média foi de 2–3% ao ano nas últimas décadas, com um pico histórico de cerca de 9,1% em 2022. Com uma inflação de 2,5% ao ano, 1.000€ hoje têm o poder de compra equivalente a apenas 781€ daqui a 10 anos — uma perda de 219€ sem mexer em nada.

O impacto é especialmente relevante para poupanças em contas à ordem, dinheiro em casa ou depósitos com juros abaixo da inflação. Nestes casos, estás tecnicamente a perder dinheiro em termos reais, mesmo que o saldo pareça intacto.

Perguntas frequentes
Qual é a taxa de inflação a usar em Portugal em 2026?
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A inflação em Portugal foi de cerca de 2,3% em 2024 e está a estabilizar próximo dos 2% em 2025–2026, alinhada com o objectivo do BCE. Para projecções de longo prazo, usar 2–2,5% é uma estimativa conservadora e razoável. Para cenários mais pessimistas, podes testar com 3–4%.
O dinheiro parado numa conta à ordem perde valor?
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Sim, em termos reais. O saldo nominal não muda, mas o poder de compra diminui a cada ano na proporção da inflação. Com 2,5% de inflação, 10.000€ parados durante 10 anos valem o equivalente a apenas 7.812€ hoje em capacidade de compra — uma perda silenciosa de quase 2.200€.
Como é que a inflação afecta os depósitos a prazo?
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O que importa é o juro real — a diferença entre o juro nominal do depósito e a taxa de inflação. Se o teu depósito paga 2% e a inflação é 2,5%, o teu juro real é −0,5%. Estás a ganhar dinheiro nominalmente, mas a perder poder de compra. Para proteger o capital real, o retorno do investimento tem de superar a inflação.
Qual é a diferença entre inflação nominal e real?
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Nominal é o valor em euros — o número que vês na conta ou no preço. Real é esse valor ajustado pela inflação, expresso em poder de compra a preços de uma data de referência (hoje). Um salário que sobe 2% quando a inflação é 3% desce 1% em termos reais — mesmo com o número a aumentar.
Como me protejo da inflação?
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As opções mais comuns para superar a inflação em Portugal incluem: Certificados de Aforro (indexados à Euribor), fundos de investimento em acções (retorno histórico de 7–10% ao ano a longo prazo), ETFs de índices globais, PPR e imobiliário. Cada opção tem o seu perfil de risco e horizonte temporal adequado.