Adiciona cada crédito ou cartão que estás a pagar. A TAEG é a taxa anual que vem no contrato; o pagamento mínimo é o que és obrigado a pagar todos os meses.
💪 O teu esforço
Acima da soma dos mínimos. É este valor que faz a bola de neve rolar — concentra-se sempre numa dívida de cada vez até a eliminar.
🔄 E se consolidasses? (opcional)
Comparar com um crédito consolidado
Junta todas as dívidas acima num único crédito novo. Insere a TAEG e o prazo que te oferecem — a calculadora mostra a prestação única e o juro total, para comparares com os outros dois métodos.
TAEG do crédito novo
%
Prazo
m
Resultado em tempo real
⚠ Pagamento insuficiente
Com este valor mensal, as dívidas crescem mais depressa do que as consegues pagar — os juros são superiores ao que pagas. Precisas de aumentar o esforço mensal ou de renegociar as taxas.
❄ Bola de Neve
Juros totais pagos
🏔 Avalanche
Juros totais pagos
Ordem de ataque — qual dívida eliminas primeiro
❄ Bola de Neve
🏔 Avalanche
📊 Comparação directa
Total em dívida hoje
Pagamento total por mês
Juros — Bola de Neve
Juros — Avalanche
Poupança da avalanche em juros
📊 O teu resultado em contexto
Como funciona o cálculo

A matemática por detrás dos dois métodos

Ambos os métodos pagam a mesma quantia total por mês e mantêm-na constante. A única diferença é a ordem por que atacam as dívidas — e essa ordem decide quanto pagas de juros e quão depressa vês a primeira vitória.

O motor mês a mês

Para cada dívida, todos os meses acrescentam-se os juros do período sobre o saldo em dívida e subtrai-se o pagamento desse mês. A taxa mensal usada é a TAEG dividida por 12.

saldonovo = saldo × (1 + taxamês) − pagamento
taxamês = TAEG ÷ 12

Exemplo: um crédito de 12.000 € a 6% TAEG com prestação de 250 € tem 60 € de juros no primeiro mês (12.000 × 0,5%), pelo que só 190 € abatem ao capital. Ao terceiro mês o saldo é 11.427,15 €.

Bola de neve — a mais pequena primeiro

Pagas o mínimo de todas as dívidas e atiras todo o dinheiro extra à dívida com o saldo mais pequeno, ignorando a taxa. Quando essa desaparece, o que pagavas nela soma-se ao extra e ataca a seguinte mais pequena — daí "bola de neve".

Ganha em motivação: a primeira dívida cai depressa e isso sustenta o hábito. Costuma custar um pouco mais de juros do que a avalanche.

Avalanche — o juro mais alto primeiro

Mesma lógica, mas o extra ataca sempre a dívida de maior TAEG, independentemente do saldo. Matematicamente é o método óptimo: paga sempre o mínimo de juros possível, porque trava primeiro o que mais cresce.

A desvantagem é psicológica: se a dívida de maior juro também for a maior, podes passar muitos meses sem ver nenhuma desaparecer.

Consolidação — juntar tudo num só

A consolidação substitui todas as dívidas por um único crédito novo, com prestação fixa calculada pela fórmula de amortização:

prestação = D × r ÷ (1 − (1 + r)−n)

Onde D é o total em dívida, r a taxa mensal e n o número de meses. Pode baixar a taxa e a prestação, mas alongar o prazo faz-te pagar mais juros no total, mesmo com taxa menor. Os números à esquerda mostram-te o efeito real.

Cenários calculados — Bola de Neve vs Avalanche
Cenário 1 · Três créditos
Cartão 2.000 € (19%) · Auto 1.200 € (7%) · Pessoal 6.000 € (11%) · extra 150 €
Bola de neve24 meses · 1.180 €
Avalanche24 meses · 1.118 €
Poupança da avalanche62 € em juros
Mesmo prazo, mas a bola de neve elimina o crédito auto logo ao 6.º mês (primeira vitória), enquanto a avalanche ataca primeiro o cartão de 19%.
Cenário 2 · O poder do extra
Cartão 3.000 € (18%) · Pessoal 5.000 € (10%)
Só os mínimos53 meses · 2.477 €
Com +200 €/mês23 meses · 935 €
Diferença30 meses e 1.542 €
Aqui o método importa menos do que o esforço: acrescentar 200 €/mês corta o tempo para menos de metade e poupa mais de 1.500 € em juros.
Cenário 3 · Juros muito diferentes
Cartão A 4.000 € (22%) · Cartão B 1.500 € (15%) · Crédito 9.000 € (8%) · extra 200 €
Bola de neve31 meses · 2.178 €
Avalanche30 meses · 2.065 €
Poupança da avalanche113 € e 1 mês
Quanto maior o fosso entre as taxas, mais a avalanche compensa: atacar primeiro o cartão de 22% trava a dívida que mais cresce.

Qual é o melhor método para sair das dívidas?

Não há uma resposta universal, e quem te disser que há está a vender alguma coisa. A avalanche é sempre a opção matematicamente melhor: ao atacar primeiro a dívida de juro mais alto, paga o mínimo de juros possível. A bola de neve custa quase sempre um pouco mais em juros, mas ganha onde a matemática não chega — na cabeça. Eliminar a primeira dívida depressa dá uma vitória concreta que ajuda a manter o esforço durante meses.

A pergunta certa não é "qual poupa mais cêntimos", é "qual é que eu vou conseguir cumprir até ao fim". Se a diferença de juros entre os dois for pequena — e muitas vezes é — a bola de neve pode valer mais pela disciplina que sustenta do que perde em juros. Se tiveres uma dívida de taxa muito alta a crescer depressa, a avalanche poupa-te dinheiro a sério e é a escolha óbvia. Esta calculadora mostra-te os dois lado a lado para decidires com números, não com fé.

Há um terceiro caminho que ninguém te deve impor: a consolidação de créditos, que junta tudo num único empréstimo. Pode baixar a prestação e a taxa, mas tem uma armadilha — alongar o prazo costuma fazer-te pagar mais juros no total, mesmo com uma taxa menor. Por isso a calculadora deixa-te inserir a taxa e o prazo que te oferecem e mostra-te a conta real, em vez de te empurrar para uma decisão. Antes de qualquer destes métodos, garante o fundo de emergência mínimo — sem ele, a primeira despesa inesperada manda-te de volta ao cartão.

Perguntas frequentes
Qual é a diferença entre o método bola de neve e o método avalanche?
+
Ambos pagam o mínimo de todas as dívidas e concentram o dinheiro extra numa só de cada vez. A bola de neve ataca primeiro a dívida de menor saldo, para a eliminar depressa e ganhar motivação. A avalanche ataca primeiro a de maior taxa de juro, para poupar o máximo de juros. A avalanche é sempre igual ou mais barata em juros; a bola de neve costuma ser mais fácil de cumprir.
Devo usar a TAEG ou a TAN nesta calculadora?
+
Usa a TAEG — a Taxa Anual de Encargos Efectiva Global —, que é o número que melhor reflecte o custo real porque inclui juros e a maior parte dos encargos. Vem obrigatoriamente no contrato e no extracto. A calculadora converte-a em taxa mensal dividindo por 12, que é a convenção do crédito ao consumo e dos cartões.
Porque é que o saldo do cartão pode subir mesmo a pagar todos os meses?
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Porque o pagamento mínimo de um cartão pode ser inferior aos juros do mês. Num cartão de 1.500 € a 18% TAEG, os juros do primeiro mês são 22,50 €. Se o mínimo for, por exemplo, 6,25 €, o saldo sobe para 1.516,25 € — pagas e ficas a dever mais. É a armadilha do pagamento mínimo, e é exactamente por isso que pagar só o mínimo nunca tira ninguém das dívidas.
A consolidação de créditos compensa sempre?
+
Não. A consolidação pode baixar a taxa e a prestação mensal, o que dá alívio imediato, mas se alongar muito o prazo acabas a pagar mais juros no total — mesmo com uma taxa mais baixa. Insere na calculadora a TAEG e o prazo que te oferecem e compara o juro total com o da avalanche. Só compensa se o juro total da consolidação for menor, ou se precisares mesmo de reduzir a prestação para conseguires pagar.
Devo investir ou pagar primeiro as dívidas?
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Regra simples: enquanto tiveres dívida cara — cartões e crédito ao consumo com TAEG de dois dígitos — pagá-la é o melhor "investimento" que existe, porque o retorno garantido é igual à taxa de juro que deixas de pagar. Poucos investimentos batem, com segurança, os 12% a 20% de um cartão. Dívida barata (como parte do crédito habitação) já é outra conversa, que podes ver na calculadora de amortização de crédito.