Durante quantos anos fazes a comparação. Comprar tende a ser mais vantajoso quanto mais longo o horizonte.
🏠 Cenário — Comprar
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O preço acordado. O IMT, IS e custos de transacção são calculados automaticamente com base nas tabelas de 2026.
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Capital próprio investido. É o que "perdias" se investisses em alternativa.
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Taxa anual nominal do crédito. Taxa mista ou fixa dos primeiros anos.
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Valorização média anual esperada do imóvel. Portugal: ~2–4%/ano historicamente.
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Reparações, condomínio, IMI. Regra prática: 1–1,5% do valor do imóvel/ano.
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O que a entrada renderia se investida (ETF global: 5–7%/ano historicamente).
🔑 Cenário — Arrendar
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A renda de um imóvel equivalente ao que considerarias comprar.
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Em Portugal, as rendas sobem anualmente pelo coeficiente publicado pelo INE. 2024: 6,94%; média longo prazo: 2–4%.
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Se a prestação for superior à renda, a diferença pode ser investida. Calcula automaticamente se deixares em 0.
Resultado em tempo real
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Comprar
Custo total líquido
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ao fim de 10 anos
Arrendar
Custo total líquido
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ao fim de 10 anos
Custo acumulado por ano
Comprar
Arrendar
🏠 Decomposição — Comprar
Prestação mensal (capital+juros)—
Custos de transacção (IMT+IS+…)—
Total pago em prestações—
Total em manutenção e IMI—
Custo oportunidade da entrada—
Valor do imóvel no final—
Capital em dívida no final—
Custo líquido total (despesas − valorização) —
🔑 Decomposição — Arrendar
Renda mensal (ano 1)—
Renda mensal (último ano)—
Total em rendas pagas—
Capital investido (entrada + diferença)—
Valor da carteira no final—
Custo líquido total (rendas − carteira) —
📊 O teu resultado em contexto
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Como funciona o cálculo

A metodologia por detrás da comparação

Comprar vs arrendar não é uma comparação de prestação contra renda. É uma comparação de custos líquidos totais, incluindo o que o teu capital faz (ou deixa de fazer) em cada cenário.

Custo líquido de comprar

O custo de comprar não é apenas a soma das prestações. É a soma de todos os desembolsos menos o valor que o imóvel vale no final:

CLcompra = Transacção + Prestações + Manutenção + Oportunidade − Valorização

A valorização do imóvel é subtraída porque representa riqueza que acumulas — a casa vale mais no final do que quando compraste. O custo de oportunidade é adicionado porque a entrada podia estar investida a render.

Os custos de transacção (IMT, IS, escritura, registo) são calculados automaticamente pelas tabelas de 2026 para habitação própria permanente no Continente — o mesmo motor da Calculadora do Custo Total.

Custo líquido de arrendar

O custo de arrendar também não é apenas a soma das rendas. É a soma das rendas menos a carteira que acumulas ao investir a entrada (e a diferença mensal se a prestação for mais cara):

CLarrendar = Rendas totais − Carteira final

A carteira final inclui a entrada investida à taxa de custo de oportunidade, mais os aportes mensais da diferença entre prestação e renda (quando a prestação é mais cara). Usa a fórmula de valor futuro com aportes regulares.

As rendas são actualizadas anualmente pela taxa de inflação das rendas inserida — por defeito 3%, alinhada com a média histórica portuguesa.

Custo de oportunidade — a variável que muda tudo

Quando compras com entrada de 50.000€, esse dinheiro fica "preso" no imóvel. No cenário de arrendar, esse capital pode estar investido a crescer.

VF = C × (1 + r)n

Com uma taxa de 5%/ano e 10 anos: 50.000€ tornam-se 81.444€. Esta diferença de 31.444€ é o custo de oportunidade da entrada — um custo real que a maioria das comparações ignora.

O valor de 5%/ano é conservador: o MSCI World retornou em média ~8–10%/ano nas últimas décadas. Usa a taxa que reflecte a tua alternativa real.

Limitações e o que este modelo não contempla

Variação de taxas de juro: a TAN inserida é assumida constante. Créditos variáveis (Euribor) podem mudar significativamente ao longo do prazo.

Fiscalidade das mais-valias imobiliárias: a venda do imóvel no final pode implicar tributação sobre as mais-valias (taxa efectiva depende da situação fiscal individual).

Fiscalidade do investimento: os ganhos na carteira estão sujeitos a imposto sobre mais-valias (28% para ETFs). Não está reflectido no cálculo do custo de oportunidade.

Custos imprevistos: reparações maiores (telhado, canalização, estrutura) podem exceder a estimativa de manutenção usada.

Comprar ou arrendar em Portugal — a pergunta que não tem resposta universal

A questão "comprar ou arrendar?" é a mais debatida nas finanças pessoais em Portugal — e uma das poucas onde a resposta honesta é "depende". Depende do horizonte temporal, da taxa de juro, da valorização esperada do imóvel, do custo de oportunidade do capital e da inflação das rendas.

O erro mais comum é comparar apenas a prestação vs renda. Uma prestação de 900€/mês vs renda de 1.200€/mês parece óbvia a favor da compra — mas ignora os custos de transacção (5–8% do valor), os custos de manutenção anuais, o custo de oportunidade da entrada e o facto de que a renda paga para um imóvel que valoriza (e essa valorização vai para o senhorio).

Esta calculadora faz a comparação correcta: custo líquido total ao longo de N anos, incluindo todos os factores relevantes dos dois lados da equação.

Perguntas frequentes
Comprar é sempre melhor do que arrendar a longo prazo?
+
Não necessariamente. Depende da relação entre o custo de compra (prestação + manutenção + transacção) e o custo de arrendar (rendas), mas também do que fazes com o capital que não imobilizas na entrada. Em mercados com rendas baixas em relação aos preços de compra (como Lisboa e Porto), arrendar e investir a diferença pode ser competitivo ou superior. Em mercados mais equilibrados, comprar tende a ganhar com o tempo — mas são precisos 8 a 15 anos para absorver os custos de transacção.
O que é o custo de oportunidade da entrada e porque importa?
+
Quando imobilizas 50.000€ numa entrada, esse dinheiro deixa de poder crescer noutro investimento. O custo de oportunidade é o retorno que esse capital geraria se investido — por exemplo, num ETF de índice global a 5–7%/ano. Ao longo de 20 anos, 50.000€ a 5%/ano tornam-se 132.665€. Essa diferença de ~82.000€ é real e tem de entrar na equação — é o que o cenário de arrendar (e investir) tem a seu favor.
Como funciona a actualização anual das rendas em Portugal?
+
Em Portugal, os contratos de arrendamento podem ser actualizados anualmente pelo coeficiente de actualização publicado pelo INE, com base na inflação. Em 2024, o coeficiente foi de 6,94%; em 2023, 2%; em 2025, foi limitado a 2%. A calculadora usa a taxa que introduzires — o valor por defeito de 3% é uma estimativa conservadora de longo prazo. Podes ajustar para reflectir expectativas mais pessimistas.
O que acontece se a prestação for inferior à renda?
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Se a prestação for inferior à renda equivalente, o cenário de compra tem uma vantagem adicional — pagas menos por mês e acumulas um activo. Neste caso, o campo "diferença poupada/mês" no cenário de arrendar fica a zero (ou negativo, significando que arrendar implicaria poupar mais para ser equivalente). A calculadora trata automaticamente esta situação — a diferença de cash flow vai para o lado que a tem disponível.
Qual a valorização histórica dos imóveis em Portugal?
+
Em Portugal, a valorização média dos imóveis habitacionais foi de aproximadamente 2–4% ao ano em períodos longos, com picos significativos em 2017–2023 (acima de 10%/ano em Lisboa e Porto) e períodos de correcção. O valor por defeito de 2% é conservador e adequado para projecções de longo prazo. Em zonas de alta procura, 3–4% pode ser mais realista. Usar valores muito optimistas distorce a comparação a favor da compra.
Os custos de transacção estão correctamente calculados?
+
Sim — esta calculadora usa as mesmas tabelas de IMT de 2026 (Portaria n.º 379-A/2024) que a Calculadora do Custo Total de Comprar Casa. O IS (0,8%), a escritura estimada e o registo predial são também incluídos. Os custos de transacção são aplicados apenas ao cenário de compra, no primeiro ano, o que é a abordagem correcta.
Cenários calculados — Comprar vs Arrendar Portugal 2026
Cenário 1 · Mercado médio
Imóvel 200.000 € · Renda 750 €/mês · 20 anos
Custos de transacção (IMT+IS)~5.600 €
Custo líquido — Comprar~210.000 €
Custo líquido — Arrendar~248.000 €
Veredito ao fim de 20 anosComprar mais barato
Com valorização de 2%/ano e custo de oportunidade de 5%/ano. Os primeiros 7–8 anos favorecem arrendar (tempo para absorver os custos de transacção).
Cenário 2 · Renda cara / Horizonte curto
Imóvel 300.000 € · Renda 1.100 €/mês · 10 anos
Custos de transacção (IMT+IS)~14.000 €
Custo líquido — Comprar~198.000 €
Custo líquido — Arrendar~175.000 €
Veredito ao fim de 10 anosArrendar mais barato
Horizonte curto não permite amortizar os custos de entrada. Para horizontes abaixo de 10 anos, arrendar tende a ser mais competitivo.
Cenário 3 · Longo prazo
Imóvel 180.000 € · Renda 650 €/mês · 30 anos
Custos de transacção (IMT+IS)~2.700 €
Custo líquido — Comprar~168.000 €
Custo líquido — Arrendar~310.000 €
Veredito ao fim de 30 anosComprar muito mais barato
A longo prazo, a valorização do imóvel e o fim do crédito fazem a diferença. A carteira do arrendatário cresce, mas não acompanha o custo acumulado das rendas.