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Índices mundiais diversificados rendem historicamente ~7% ao ano.
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A rentabilidade é em termos reais, após inflação. Não há garantias — usa valores conservadores para planear com segurança.

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Ponto de inflexão
Ano em que os juros superam os depósitos
A partir desse momento, o tempo trabalha mais do que tu
⚙ Engenharia do Cálculo

Como são feitas as contas

Transparência total — as fórmulas, as fontes e a lógica por detrás de cada número.

1. Crescimento com Juros Compostos

O capital cresce de dois modos: os depósitos mensais e os juros que incidem sobre tudo o que já acumulaste — incluindo os juros anteriores.

FV = PV × (1 + r)ⁿ + PMT × (1 + r)ⁿ − 1 r
FVValor futuro — o teu património final
PVValor presente — capital que já tens
rTaxa mensal = taxa anual ÷ 12
PMTDepósito mensal regular

2. A Regra dos 4% — o teu Número de Liberdade

Desenvolvida no estudo Trinity (1998), a Regra dos 4% diz que um portefólio diversificado suporta retiradas de 4% ao ano sem esgotar o capital num horizonte de 30+ anos.

Número Liberdade = Despesas Anuais × 25
Retirada Segura = Património × 4%
× 25Equivale a dividir por 4% — é o inverso da taxa de retirada
4%Taxa de retirada histórica sustentável (estudo Trinity)

3. O Ponto de Inflexão

É o ano em que os juros gerados num único ano superam o total que depositaste nesse mesmo ano. A partir daqui, o tempo cria mais riqueza do que o teu esforço mensal.

Inflexão: Juros Anuais > Depósitos Anuais
i.e.: FV(n) × r > PMT × 12

Este momento é o mais importante da jornada — é quando perceberes que o capital já trabalha mais do que tu.

4. O Custo de Esperar

Adiar 2 ou 5 anos não custa apenas os depósitos que não fizeste — custa também todos os juros compostos que esses depósitos teriam gerado durante o horizonte completo.

Valores atuais da calculadora
Taxa Mensal
Depósito Total
Rácio Juros

Juros compostos em Portugal — a ferramenta que os bancos não querem que uses

A maioria das calculadoras de juros compostos foi criada por bancos para te motivar a abrir um produto específico. Esta foi criada para te mostrar a matemática real — incluindo o custo de cada mês que adias, o ponto de inflexão em que o tempo começa a trabalhar mais do que tu, e o teu ano de liberdade financeira com base na Regra dos 4%.

Em Portugal, a literacia financeira em torno dos juros compostos é baixa — a maioria das pessoas subestima dramaticamente o impacto de começar 5 anos mais cedo. Esta calculadora usa a fórmula standard de valor futuro com depósitos regulares (PMT), aplicada mês a mês, para garantir a máxima precisão. Lê o guia completo sobre juros compostos e liberdade financeira →

Perguntas Frequentes
O que são juros compostos e porque é que importam tanto?
+
Juros compostos são juros sobre juros. O teu capital gera um retorno, e esse retorno volta a gerar retorno — criando um efeito de bola de neve que, com tempo suficiente, supera largamente o que tu próprio investiste. É por isso que começar cedo, mesmo com pouco, é mais poderoso do que começar tarde com muito.
O que é a Regra dos 4% e é aplicável em Portugal?
+
A Regra dos 4% surgiu do estudo Trinity (EUA, 1998) e diz que podes retirar 4% do teu portefólio por ano sem o esgotar, historicamente. Em Portugal, com custos de vida e fiscalidade diferentes, é uma boa estimativa conservadora para planear — mas deves ajustar às tuas despesas reais e consultar um profissional para decisões de grande impacto.
Que rentabilidade devo usar no simulador?
+
Historicamente, um portefólio diversificado de índices mundiais (como o MSCI World) rendeu entre 7% e 10% ao ano em termos nominais. Após descontar inflação (~2-3%), a rentabilidade real ronda os 5-7%. Recomendamos usar 5% a 7% como estimativa realista para simulações de longo prazo em Portugal.
O que é o ponto de inflexão?
+
É o ano em que os juros gerados num ano superam o que depositaste nesse mesmo ano. A partir desse momento, o teu dinheiro trabalha mais do que tu. É o sinal mais claro de que a tua liberdade financeira deixou de ser uma abstração e passou a ser uma questão de tempo.
Onde devo investir para obter estas rentabilidades em Portugal?
+
Esta calculadora não recomenda produtos específicos. De forma geral, as estratégias mais comuns para investimento de longo prazo em Portugal incluem ETFs de índices mundiais disponíveis em plataformas reguladas pela CMVM, PPRs com componente acionista, e contas de poupança-reforma. Consulta sempre um intermediário financeiro autorizado antes de investir.