Um fundo de emergência não é uma poupança normal — é um seguro de sobrevivência. Existe para que, quando algo corre mal, a tua primeira reacção seja resolver o problema, não entrar em pânico financeiro. Esta calculadora ajuda-te a definir o teu número, com base nas tuas despesas reais — não em regras genéricas.
Passo 1 de 3
As tuas despesas mensais
Introduz o que gastas por mês. Quanto mais rigoroso fores aqui, mais útil será o resultado.
Despesas essenciais
€
Renda mensal ou prestação do crédito habitação.
€
Supermercado e refeições do dia-a-dia.
€
Passes, combustível, seguro do carro, portagens.
€
Electricidade, água, gás, internet, telemóvel.
€
Seguros de saúde, ADSE, medicação regular, consultas.
€
IMI, IUC, seguros de habitação ou vida — introduz o valor anual total. A calculadora divide por 12 automaticamente.
Gastos de estilo de vida
Opcional — mas útil para perceber quanto dura o fundo com o teu estilo de vida actual vs em modo de sobrevivência.
€
€
€
Total mensal calculado0 €
Quantos meses de cobertura?
meses de cobertura
Entre 1 e 60 meses. Usa os perfis abaixo como referência.
Referência por perfil de emprego
Funcionário público ou contrato estável — literatura financeira sugere 3 a 6 meses
Sector privado por conta de outrem — 6 a 9 meses
Freelancer, empresário ou rendimento variável — 9 a 12 meses ou mais
Estas são referências orientativas. O número certo é o que te permite dormir descansado — e que consegues realisticamente acumular.
Passo 2 de 3
O teu fundo de emergência
Com base nas tuas despesas, este é o teu alvo. Agora escolhe o cenário que queres analisar.
O teu alvo
—
—
Essenciais/mês
—
Total/mês
—
Meses
—
Qual é a situação que queres analisar? A calculadora adapta os resultados ao teu contexto.
📋
Perda de emprego
Quero perceber quanto tempo o fundo me cobre se ficar sem emprego.
🛡️
Emergência geral
Avaria, despesa inesperada, doença — quero saber o que o fundo cobre.
Passo 3 de 3 — Perda de emprego
E se ficasses sem emprego amanhã?
Com os dados do subsídio de desemprego, a calculadora mostra quanto o fundo realmente precisa de cobrir — que pode ser muito menos do que pensas.
€
O valor que receberias por mês de subsídio de desemprego.
ℹ️
O subsídio de desemprego em Portugal é calculado com base no salário bruto, tempo de descontos e tem tectos máximos. Não fazemos estimativas automáticas porque os valores são pessoais e mudam com frequência. Consulta os links no fim desta página para calcular o teu valor exacto.
Compara quanto tempo o fundo dura consoante o nível de gastos — com o teu estilo de vida actual ou em modo de sobrevivência pura.
Cenário — Emergência geral
—
Plano de acumulação
Quanto consegues poupar por mês para o fundo?
€
por mês
Tempo para atingir o alvo—
Fundo base
O fundo base é calculado multiplicando as despesas mensais totais pelo número de meses escolhido. As despesas essenciais excluem os campos de estilo de vida.
Fundo = Despesas totais/mês × Nº de meses
Modo sobrevivência
O modo de sobrevivência considera apenas as despesas essenciais — habitação, alimentação, transportes, utilities e saúde. Os gastos de estilo de vida são removidos. Este é o mínimo absoluto para manter a vida a funcionar.
Fundo mínimo = Essenciais/mês × Nº de meses
Cenário de desemprego
No cenário de desemprego, o delta é a diferença entre as despesas mensais e o subsídio recebido. O fundo cobre esse delta — não as despesas totais. Isto torna o objectivo frequentemente mais alcançável.
Os valores anuais (IMI, IUC, seguros) são divididos por 12 e somados ao total mensal. Isto garante que o fundo cobre também estas despesas periódicas — frequentemente esquecidas nos cálculos.
Custo mensal = Valor anual ÷ 12
O que é um fundo de emergência e porquê é a primeira prioridade financeira
Um fundo de emergência é a base de qualquer estrutura financeira sólida. Sem ele, qualquer imprevisto — uma avaria, uma doença, a perda de emprego — transforma-se numa crise. Com ele, é apenas um problema a resolver.
A maioria das fontes fala em 3 a 6 meses de despesas como regra geral. Mas a regra certa é a que te permite dormir descansado — e que consegues realisticamente acumular. Um fundo de 2 meses que realmente existe vale mais do que um fundo de 12 meses que nunca foi construído.
Há uma decisão que costuma vir antes de completar o fundo: se tens dívida cara — cartões ou crédito ao consumo com TAEG de dois dígitos —, muitos preferem um fundo mínimo de um a dois meses e concentrar o resto em sair dela primeiro, porque os juros dessa dívida superam qualquer rendimento seguro. Podes comparar as estratégias de pagamento na calculadora bola de neve vs avalanche — mas sem fundo nenhum, a primeira despesa inesperada manda-te de volta ao cartão.
Onde guardar o fundo de emergência é tão importante como o valor. Deve estar num produto com liquidez imediata — sem períodos de carência, sem penalizações por levantamento. Certificados de Aforro, contas poupança com acesso livre, ou simplesmente uma conta separada da conta corrente. O objectivo não é maximizar o rendimento — é ter acesso em 24 a 48 horas.
Não existe uma resposta universal. A literatura financeira sugere 3 a 6 meses para emprego estável e até 12 meses para freelancers ou rendimento variável. O número certo é o que te permite dormir descansado — e que consegues realisticamente acumular no próximo ano.
Onde devo guardar o fundo de emergência?
+
Num produto com liquidez imediata — sem períodos de carência ou penalizações. Opções comuns: conta poupança com acesso livre, Certificados de Aforro (com atenção ao prazo mínimo), ou uma conta separada da conta corrente. O objectivo não é maximizar rendimento — é ter acesso em 24 a 48 horas quando precisas.
O subsídio de desemprego substitui o fundo de emergência?
+
Não — e por várias razões. O subsídio tem um período de espera (geralmente 30 dias) antes de começar a ser pago. Raramente cobre 100% das despesas. E não existe para emergências que não sejam desemprego — avaria do carro, despesa médica inesperada, reparação em casa. O fundo de emergência cobre o que o subsídio não cobre.
Devo amortizar crédito ou construir o fundo primeiro?
+
A ordem recomendada pela maioria dos especialistas em finanças pessoais é: primeiro o fundo de emergência mínimo (1 a 3 meses), depois amortizar dívidas de custo alto (crédito ao consumo, cartões), depois completar o fundo, depois investir. Sem fundo de emergência, qualquer imprevisto obriga-te a contrair mais dívida.
O que acontece se usar o fundo de emergência?
+
Usaste-o exactamente para o que existe. O passo seguinte é repô-lo — idealmente com a mesma prioridade com que o construíste. Trata a reposição como uma dívida a ti próprio: define um valor mensal e mantém-no até o fundo estar completo novamente.
⚠️
Esta calculadora tem fins exclusivamente informativos e educativos. Os valores do subsídio de desemprego, duração e condições de acesso são definidos por lei e podem mudar. Consulta sempre a Segurança Social ou o IEFP para informação actualizada e personalizada à tua situação.